João Pessoa, 04 de agosto de 2014 | --ºC / --ºC
Dólar - Euro

Marcos do Carmo Rocha, 43 anos, pai do menino Vrajmany Fernandes Rocha, 11 anos, que perdeu um braço após ser atacado por um tigre ao colocar o membro para dentro do recinto do animal em um zoológico de Cascavel (PR), diz que as primeiras palavras do garoto após o ataque foram “não mata o tigre”. Rocha concedeu entrevista ao Fantástico, que foi exibida na noite deste domingo. Ele conta que tentou soltar o filho.
"Tentei fazer o que pude pelo meu filho. Eu coloquei a mão na boca, enfiei o dedo no olho no tigre, nos dois olhos dele. E ele não se mexeu. Enfiei o outro. Eu achei que funcionasse e ele nem ligou, o tigre", diz Rocha.
“Passear no zoológico é uma coisa comum, e eu e meu filho gostamos dessa natureza”, diz o pai. Rocha diz que havia passado em um restaurante antes e que os filhos têm o costume de pegar os restos de comida para dar para cachorros. Vrajmany usou ossos de galinha para dar para um leão durante a visita.
Rocha diz que não viu a primeira vez que o menino entrou na área proibida aos visitantes, próxima aos recintos dos animais. Ele só teria visto quando a criança começou a escalar a grade do espaço do tigre. O pai diz ter falado para o garoto parar com a atitude, mas a criança estava empolgada e foi teimosa com ele.
O pai relata à TV que enfiou os dedos na boca e nos olhos do animal, mas não conseguiu livrar a criança. O advogado do pai do menino diz que a responsabilidade é do zoológico, que teria obrigação de proteger os visitantes.
O zoo diz cumprir com todas as normas de segurança e que não há normas que resistam a certas atitudes. A instituição já disse anteriormente que está descartada possibilidade de sacrificar o animal.
Terra
PROGRAMA HORA H - 29/04/2026